Virei front-end, e agora?

Virei front-end, e agora?

Eu já tive muitas dúvidas nessa vida e uma que volta e meia costumava martelar a minha cabeça era sobre como começar na carreira de desenvolvedor como front-end.

Hoje, olho para trás e busco refletir sobre a minha jornada. Com este artigo eu pretendo orientar quem está começando como desenvolvedor e sente a mesma dor que eu sentia no passado. Não quero somente indicar o caminho das pedras, mas também alertar sobre quais pedras podem cair e machucar aqueles que estão querendo trilhar por este caminho.

E se você estiver procurando por uma vaga de trabalho como front-end, você pode encontrá-la aqui nesta página de vagas para desenvolvedores.

A parte técnica

O foco de carreira de desenvolvimento em front-end, requer um nível técnico menos aprofundado do que um back-end, por este motivo a curva de aprendizado técnico específico costuma ser menor.

Mas não ache que por ser aparentemente mais simples queira também dizer que é algo tranquilo ou sem dificuldades. No universo dev não há moleza!

Tá, mas o que é esse tal de front-end?

Como o nome propriamente já diz, você irá desenvolver a parte final “de frente” para o usuário, isso significa que o seu trabalho será diretamente exposto aos usuários que são a parte mais sensível da história toda.

Digamos que o seu trabalho está mais para um pára-brisas mostrando a paisagem para o motorista do que um motor responsável por fazer um automóvel funcionar sem que o condutor tome conhecimento do que acontece por debaixo do capô.

É por isso que o Front-End não é só técnico

Não somente usamos o nosso conhecimento técnico quando trabalhamos com front-end, mas também usamos muito o nosso lado humano, perceptivo, adaptativo, criativo e comportamental.

Mas qual o motivo disso? Basicamente, a área de desenvolvimento que está mais próxima da área de User Experience (UX) é o front-end.

Por este motivo, é fundamental que você adicione conhecimento de UX em seu repertório caso queira ser reconhecido como um bom front-end.

Isso irá refletir fortemente no seu viés e no seu desenvolvimento, que deverá sempre estar alinhado com o pensamento no usuário.

O que é preciso para ser um front-end acima da média?

Eu diria que pessoas menos criativas tendem a estar menos qualificadas para se tornarem bons front-ends, no máximo iriam conseguir se tornar codificadores de interfaces pré produzidas pelo Designer de UX/UI.

Mas sabemos que, na área de desenvolvimento, o profissional quanto mais completo e mais possuir conhecimento do fluxo e, principalmente, saber o porquê das coisas acaba se sobressaindo acima dos outros e acaba performando de forma muito mais eficiente.

Por isso, se você quer ser um front-end, você deve estar orientado à criatividade e capacidade de projeção mental do output visual de seu trabalho, pois front-end não é apenas codificar e sim estruturar elementos HTML e os estilizar com CSS, para que o conjunto de tudo isso se torne um bom resultado final observado pelo usuário.

E as linguagens?

Falando sobre linguagens de programação front-end, atualmente a principal é o JavaScript, uma linguagem interpretada pelos navegadores no lado do cliente (usuário).

Eu diria que codificar  funcionalidades visuais de uma tela de um aplicativo em Kotlin (android nativo) e mexer no arquivo XML dela logo após, seria uma experiência similar a programar algo em JavaScript e mexer no arquivo HTML e CSS posteriormente, o que faria disso tecnicamente um tipo de “front-end” porém, atualmente estaríamos falando de um desenvolvedor mobile.

Sem contar que HTML e CSS devem se tornar os melhores amigos do desenvolvedor front-end, uma vez que se lhe faltar conhecimento em algum destes, o mesmo vai acabar passando por situações desgastantes em cima de algo que, na teoria, era pra ser “simples”.

É bastante recomendado que desenvolvedores front-end se especializem em HTML e CSS, antes de colocar a mão na massa no código.

O dia a dia de um front end

O dia a dia de um desenvolvedor front-end, varia muito dependendo do contexto, mas geralmente varia entre inovação, refatoração e correção de problemas.

Na inovação, geralmente quando se é pra começar um novo projeto, de um aplicativo, por exemplo, você irá receber do designer um protótipo das telas em wireframe com especificações, e por meio dele poderá saber como será o resultado da tela que você irá desenvolver.

Desta forma, você pode sentar, pensar e analisar bem com mais calma antes de sair colocando a mão na massa, assim projetando tudo o que você irá fazer para posteriormente codificar o que estiver decidido.

Cada um tem um jeito de fazer isso, tem gente que prefere sair codificando ao invés de planejar, mas, se eu tivesse uma dica para fornecer, eu diria que planejar é sempre melhor, pois irá gerar um resultado muito mais consistente e também te auxiliará no prazo das suas sprints.

Na refatoração, você tem que analisar o que foi feito e decidir com base em  sua experiência sobre como poderia melhorar, e depois de analisar, dividir em partes as tarefas a serem feitas para então começar a reescrever os códigos.

Já quando o assunto é correção de problemas, a agilidade é um ponto crucial, só que ela depende de muita experiência no ramo, pois você já terá vivido por inúmeras situações, isso de antemão irá lhe proporcionar uma agilidade essencial para o início da resolução do problema, e algumas vezes, algo que pode parecer um enorme bug absurdo, pode ser resolvido na mudança de uma propriedade CSS, que pode ser feito em 5 minutos do seu tempo.

Já no pior caso, você terá que iterar, testar e modificar inúmeras coisas e ir eliminando possibilidades até identificar o problema para só então pensar em uma solução, e muitas vezes essa solução envolve refatoração, por isso tudo está interligado.

Consideração final

Como um bônus, se você quiser ser um front-end excepcional, você pode optar por estudar um pouco sobre Design de Interfaces (UI) e Experiência de Usuário (UX), com certeza isso irá auxiliar muito em sua carreira, principalmente na comunicação entre você e o designer desenvolvedor dos wireframes da tela que você irá codificar.

 


 

Este artigo foi escrito pela Geekhunter em uma parceria que fizemos com eles. Se quiser conhecer o artigo que escrevemos, “Sua API não é RESTful: entenda por quê” basta seguir o link: https://blog.geekhunter.com.br/sua-api-nao-e-restful-entenda-por-que

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